Uma noite como as demais, todos em volta da mesa do jantar. Hora de contarmos o que fizemos durante o dia, o que vamos fazer amanhã. Hora de perguntar pelos nossos.
Hora de perguntar: já ligaste á tua mãe? T. vamos ligar à vóvó? ... esperaríamos por uma resposta do outro lado do fio, enquanto uma música distorcida nos fazia rir - só mesmo da vóvó - a vóvó atenderia e contaria um pouco de tudo ou nada de um mundo tão seu, mas que preenchia o nosso.
Hoje, na "hora de perguntar", não perguntei e senti o vazio do nunca mais. O vazio de não poder ouvir a música distorcida e de não podermos ouvir contar um pouco de tudo ou nada do mundo tão seu... mas que nos preenchia.
Boa noite D. Fernanda.
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