O final do dia foi péssimo. O T. não se esforçou para fazer os trabalhos de casa. Zanguei-me.
O G. fez uma birra enorme, de cortar o apetite.... castigos, berros... Foi assim o final de dia.
Passada a tempestade, o G. insistiu em aninhar- se no meu colo sem exigir uma palavra ou carinho. Adormeceu como um anjo embalado pelo palpitar ritmado do meu coração. Depois, antes de se deitar, o T. abraçou-me a cintura e segredou da forma mais meiga que só ele sabe fazer:
- Desculpa mamã, lamento muito ter-te aborrecido. Gosto muito de ti.
O meu coração sossegou e os meus olhos choraram.
Estou sozinha na sala acompanhada por um silêncio contrastante.
Não me apetece reagir, apenas sentir a calma de uma cidade arrefecida, o suspiro de mais um dia cansativo.
Boa noite meus filhos!
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